quarta-feira, 10 de agosto de 2011

A História do Sexo - Mundo antigo















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Sexo no Antigo Egito

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A vida sexual no Antigo Egito

O historiador espanhol José Miguel Parra Ortiz, autor de "A vida amorosa no Antigo Egipto" afirmou que os egípcios "tinham todas as perversões, mas eram publicamente contidos e calmos". 

O autor de "A vida amorosa no Antigo Egipto. Sexo, matrimónio e erotismo", título editado pela Esfera dos Livros, afirmou que a vida sexual não era um tabu para os antigos egípcios que "não gostavam de a expressar publicamente", nomeadamente em pinturas. 

Em declarações à Lusa, o historiador espanhol esclareceu: "Estavam tão interessados em sexo como qualquer outro povo, mas seguiam um pouco o modelo vitoriano, em que em público nada transparecia, e era tudo calmo, e dentro de portas imperava a imaginação". 

"Tinham todos os tipos de perversão, e tanto quanto se conhece até hoje, não havia qualquer tabu", disse. 

Os antigos egípcios, referiu, "fechavam os olhos a certas práticas desde que houvesse filhos". 

O essencial desta civilização marcada pelo ciclo das cheias do rio Nilo que fecundava as terras, era "ter filhos, ter herdeiros, garantir uma continuidade era essencial". 
Homossexualidade não era condenada, desde que houvesse herdeiros 

"A homossexualidade - exemplificou - não era explicitamente condenada pelo ato em si, mas por dessa relação não surgirem filhos. Se um dos intervenientes já tivesse herdeiros, mesmo que adotados, fechavam os olhos". 

O erotismo e a vida sexual são duas áreas pouco estudadas, "quer pela falta de fontes, quer pelo puritanismo de alguns arqueólogos". 

O historiador citou casos de investigadores que retiraram referências fálicas encontradas em estatuetas, ou até documentos que foram escondidos.

O papiro erótico de Turim, conhecido desde o início do século XIX, só foi publicado em 1973, por exemplo. Outro caso é a censura feita pelo Metropolitan Museum de Nova Iorque a uma cena erótica desenhada num couro. 

Os egípcios deixaram também poucos testemunhos sobre estas matérias, constituindo o "papiro de Turim" sobre o qual há várias interpretações, um dos documentos mais completos. 
Objectos e documentos de cariz erótico 

Há também objetos, "algumas oferendas de cariz erótico deixadas junto dos cadáveres mumificados que se acreditava que ressuscitavam no outro mundo, e também falos que eram colocados junto do altar da deusa Hator". 

"Dado o tamanho adequado de determinados falos feitos em madeira e pedra, que foram encontrados, subsiste a hipótese de que se masturbavam com os objetos, e os entregavam posteriormente aos deuses, como forma de alcançar uma maior carga mágica, garantir a fertilidade ou recuperar a potência sexual".

"Há documentos que referenciam atos que identificaríamos hoje como de sadismo e masoquismo, e relatos literários que referem a existência de sexo antes do matrimónio". 

A virgindade não era uma preocupação, segundo o egiptólogo: "As mulheres egípcias eram mais apreciadas depois de terem dado à luz, a questão da virgindade não era de todo a mais importante, e mais uma vez prevalece a procriação que vai ao encontro da ideologia oficial do amor: 'sexo apenas com o sentido de procriar'", disse. 

"Encontrámos também relatos de relações extra-conjugais, sem que tal fosse condenado, e até narrativas da participação de um terceiro elemento na relação conjugal", disse.

                                                                                                      de aeiou.

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Pinturas Corporais

Emma Hack


Escolher um nome a dar à profissão da australiana Emma Hack é tarefa difícil. Ela auto-intitula-se artista corporal, designação que se aplica bastante bem actividade que desenvolve: pintar corpos humanos. Não apenas meras tatuagens mas visões de ilusão, criatividade, beleza e humor. Actualmente, a artista é mundialmente famosa e os seus trabalhos são requisitados por diversas empresas multinacionais para as suas campanhas publicitárias. E Emma diverte-se imenso com o que faz.

Entre os seus trabalhos contam-se calendários, desfiles de moda, anúncios e publicidade editorial ou espectáculos teatrais, com destaque para a caracterização dos artistas do famoso Cirque du Soleil, e muitas das pinturas que faz destinam-se também a trabalhos fotográficos. A mais recente criação de Emma Hack chama-se Oriental Delights e consiste numa combinação de corpos nus pintados sobre fundos de papel de parede com diversos motivos e animais à mistura. Surpreendente.






                                                                      de obviousmag.
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Pinturas Corporais

Kim Joon


Esqueçamos as negras tatuagens no braço, no ombro ou no peito. O artista coreano Kim Joon usa-se do corpo todo e das mais variadas cores. E vai mais além: agrupa corpos masculinos ou femininos entrelaçados em posições sensuais sobre os quais desenha padrões contínuos que os fundem numa massa corporal única, subjugados pelo desenho e pela cor!
Apesar do seu estilo denunciar um cunho vincadamente oriental, Joon não se limita aos costumeiros dragões e serpentes. Ao invés, qualquer material lhe serve como padrão pictórico, sejam motivos florais, logótipos de marcas comerciais ou comics do Superman, cujo potencial gráfico é enorme e é inteligentemente explorado pelo artista.
Obra original e, ousamos dizê-lo, profundamente humana...







                                                                                                       de obviousmag.
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Pinturas Corporais

De Craig Tracy

Leva as técnicas de bodypainting a sério? Caso esteja a pensar numa resposta negativa, está na hora de mudar de opinião. Craig Tracy dedica-se inteiramente às pinturas corporais e abriu a primeira galeria de arte do mundo especializada no género. Veja as fotografias.


Provavelmente já todos nós somos familiares às técnicas de bodypainting, quando mais não seja pelos e-mails em cadeia que recebemos com pinturas corporais. No entanto, há que separar as águas: hás as pinturas dos artistas de rua que se fazem no verão para mostrar aos amigos na praia e há aquelas pinturas com potencial de se elevarem a arte. Craig Tracy é claramente um dos segundos casos.

As pinturas deste americano de Nova Orleães filho de pais hippies primam pelo fascínio que causam naqueles que lhes tomam atenção: desenhos perfeitos em modelos humanos que, por vezes, se confundem com as superfícies do cenário. O exemplo mais flagrante é a fotografia do leopardo desenhado metade nas costas de uma rapariga e metade na superfície que se encontrava por detrás dela. Conseguem ver a diferença? Mas há muitas mais imagens a descobrir...


Os pais de Tracy nunca tiveram dúvidas acerca da sua veia artística. Aos 16 anos, já trabalhava muitas horas por semana como ilustrador num centro comercial e formou-se em Belas Artes na Flórida, dedicando-se durante algum tempo ao ramo da publicidade.
No entanto, rapidamente descobriu que não era essa a sua vocação. Gostava de pinturas corporais, mas não levava o assunto a sério por pensar que não se tratava de arte. Após seis anos de relutância, aceitou finalmente que era bodypainting que realmente gostava de fazer e decidiu investir e instruir-se no género. Tornou-se coleccionador e, em 2006, abriu na sua terra natal a primeira galeria de arte do mundo especializada onde podem ser encontrados livros, vídeos, fotografias e todo o tipo de material. No World Body Painting Festival em 2005 ficou em primeiro lugar, repetindo a partir daí a sua participação todos os anos.
É ainda de notar que o processo criativo de Tracy é totalmente espontâneo: quando vê uma modelo, usa as suas formas para se inspirar, demorando por vezes 2 dias a planear a pintura e a interacção com o corpo; depois disso, demora até 9 horas a aplicar a tinta. O resultado está à vista.





                                                                                                        de obviousmag.

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